Iniciativa é da Abrace Programas Preventivos com o apoio da Copel Telecom

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Com o objetivo de combater o bullying virtual e também nas escolas, a Abrace Programas Preventivos e a Copel Telecom lançaram a campanha “Internet Sem Bullying” para alunos, pais e professores de escolas em todo o Paraná. A ideia é levar às instituições palestras educativas e cartilhas informativas para orientar as famílias a se prevenirem deste tipo de problema, ao coibirem as ofensas e promoverem o uso ético da internet.

A campanha teve início nesta terça-feira (17) na Escola Estadual Ângelo Trevisan, no bairro Cascatinha, em Curitiba. Para a diretora Maria Gorete Stival Paula, o projeto é muito importante para explicar aos alunos o que é o bullying e como evitá-lo. “Os estudantes gostaram muito da palestra, os profissionais são bem capacitados para falar sobre o assunto. Infelizmente, nós enfrentamos esses casos aqui, inclusive com o mau uso da internet. Acredito que, com essa iniciativa, a semente plantada em cada um será dividida e compartilhada para que possamos vencer essas situações”, comentou ela em entrevista à Banda B.

Segundo especialistas, 20% dos estudantes já praticaram bullying no ambiente escolar, enquanto 42% sofreram esse tipo de violência enquanto estavam online. Ele atinge alunos e educadores e desponta como uma forte causa para dificuldades de concentração e desenvolvimento.

O pedagogo e diretor da Abrace Programas Preventivos, Benjamim Horta, destacou a importância de se combater e prevenir também o bullying pelo ambiente virtual. “Com o constante aumento do uso de smartphones entre crianças e adolescentes, o ato de bullying ganha um novo cenário, deixando de ser praticado somente no ambiente escolar e tornando-se cada vez mais frequente nos ambientes virtuais. O ato de ameaçar, xingar, intimidar e prejudicar a reputação de alguém através da internet caracteriza-se como cyberbullying, algo que precisamos combater”, afirmou.

Ao apoiar o projeto, o gerente de comunicação da Copel Telecom, Ronie Oyama, compartilha das mesmas ideias de Horta. “A intenção é estender essa iniciativa para o maior número de pessoas possível. Os alunos inclusive assinam os nomes em um termo de compromisso, se comprometendo a não praticar essa violência com os colegas. Até dezembro, pretendemos levar o projeto a duas mil crianças. A primeira fase acontecerá em 10 escolas”, comentou.

Prevenção como chave para um país sem bullying

Com o passar do tempo, as consequências dramáticas de tais ações e a impunidade que lhes acobertava deram destaque à necessidade de discutir o tema de forma mais séria. No ano passado, entrou em vigor, em todo o território nacional, a Lei do Programa de Combate à Intimidação Sistemática. Na prática, a lei 13.185 define o que é bullying e como as escolas devem agir para evitá-lo. Em suma, todo ato de violência física ou psicológica praticado por uma ou mais pessoas na tentativa de intimidar e agredir alguém deve ser combatido pelas instituições de ensino por meio de programas de prevenção e conscientização.

Há muito trabalho pela frente para mudar a perspectiva de violência no Brasil. Uma pesquisa presencial realizada pela Abrace – Programas Preventivos traz dados importantes para entender melhor o cenário: 95% dos alunos desconhecem a gravidade do bullying, enquanto 67% sequer sabem o significado da palavra.

Fonte: Banda B