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educação

mar 10 Temas transversais nas escolas: um novo momento da educação no século XXI.

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A educação brasileira vem sendo considerada segundo novas regulamentações legais a partir do ano de 1996. No período de 95 a 98, o Ministério da Educação e Desportos elaborou os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) que, vinculados à Nova LDB – 9.394 visam estabelecer diretrizes para o currículo do Ensino Fundamental (1ª a 9ª ano) e servir como referência nacional, seja para a prática educacional, seja para as ações políticas no âmbito da educação.

A proposta de uma educação de qualidade deve estar vinculada à inserção dos Temas Transversais nas escolas com a finalidade de ampliar os conhecimentos de forma que não fiquem restritas apenas as áreas tradicionais e sim os relacionem a outros temas, como: Ética, Pluralidade Cultural, Meio Ambiente, Saúde, Orientação Sexual, Trabalho, Consumo e Temas Locais e atuais como o Empreendedorismo, o Bullying, dando relevância à interdisciplinaridade. Visando auxiliar a qualidade da educação básica, respeitando as orientações dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). Enfatizando que a nova Lei Nº 13.185, de 6/11/205 diz em seu Art. 1o : Fica instituído o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying) em todo o território nacional. Tornando-se assim, grande desafio de mais um parâmetro legitimado de discussão nas escolas como agente formador e transformador.

Isso, contudo, não significa que tenham sido criadas novas áreas ou disciplinas. Os objetivos e conteúdos dos Temas Transversais devem ser incorporados nas áreas já existentes e no trabalho educativo da escola. É essa forma de organizar o trabalho didático que recebeu o nome de transversalidade. Amplos o bastante para traduzir preocupações da sociedade brasileira de hoje, os Temas Transversais correspondem a questões importantes, urgentes e presentes sob várias formas, na vida cotidiana. O desafio que se apresenta para as escolas é o de se abrirem para este debate de abrangência nacional na participação social. Envolvem um aprender sobre a realidade, preocupando-se também na formação de cidadãos que irão interferir na realidade como agentes transformadores, na busca de uma melhor qualidade de vida para todos.

Segundo o Ministério da Educação e do Desporto/Secretaria de Educação Fundamental (1997) o objetivo é auxiliar as escolas na execução de seu trabalho, compartilhando seu esforço diário de fazer com que as crianças dominem os conhecimentos de que necessitam para crescerem como cidadãos plenamente reconhecidos e conscientes de seu papel em nossa sociedade. É apontar metas de qualidade que ajudem o aluno a enfrentar o mundo atual como cidadão participativo, reflexivo e autônomo, transformador, conhecedor de seus direitos e deveres.

Essa tarefa demanda a afirmação de um conjunto de princípios democráticos para reger a vida social e política bem como a viabilização de parcerias sólidas com instituições que realmente abracem essa causa, trazendo a noção de cidadania ativa, isto é, da complementaridade entre a representação política tradicional e a participação popular no espaço público, compreendendo que não se trata de uma sociedade homogênea e sim marcada por diferenças de classe, étnicas, religiosas e tantas outras. Eleger a cidadania como eixo “vertebrador” da educação escolar implica em se colocar explicitamente contra valores e práticas sociais que desrespeitem aqueles princípios, comprometendo-se com as perspectivas e decisões que os favoreçam. Isso se refere não só a valores, mas também a conhecimentos que permitam desenvolver as capacidades necessárias para a participação social efetiva formando cidadãos ativos (PCNs).

Sabemos que isto só será alcançado se for oferecido à criança e ao jovem brasileiro, pleno acesso aos recursos culturais relevantes para a conquista de sua cidadania. Tais recursos incluem tanto os domínios do saber tradicionalmente presentes no trabalho escolar quanto às preocupações contemporâneas com o meio ambiente, com a saúde, com a sexualidade e com as questões éticas relativas à igualdade de direitos, à dignidade do ser humano e à solidariedade. Firmando a co-responsabilidade pela vida social, o que implica partilhar com os poderes públicos e diferentes grupos sociais, organizados ou não, a responsabilidade pelos destinos da vida coletiva. É, nesse sentido, responsabilidade de todos pela construção e pela ampliação da democracia no Brasil. No âmbito educativo, são fundamentos que permitem orientar, analisar, julgar, criticar as ações pessoais, coletivas e políticas na direção da democracia.

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Mais sobre a autora do artigo: Rúbia Márcia Pereira da Silva é Pedagoga Educacional e Corporativa, e faz parte da Abrace – Programas Preventivos desde 2015, auxiliando na coordenação de projetos no estado de Minas Gerais.

 

fev 17 A violência e educação.

Desde o Humanismo, tem se tornado cada vez mais evidente a necessidade do homem em estabelecer uma ética universal, que fosse compartilhada a partir da racionalidade e aplicada a todos os seres humanos, possibilitando o desvinculo da influência da religião nas esferas mais variadas da vida humana. Na época contemporânea, fatores como a globalização, a secularização e a migração, resultaram no pluralismo, fazendo-se ainda mais necessária a aplicação de uma ética possibilitada, compartilhada e aplicada por todos. Porém, esta época nos trouxe também desafios, culminando em um mal estar vivido pela sociedade em relação aos seus cinco pilares fundametais: O Estado, a família, a escola, a igreja e o trabalho.

A crise emergente nestas instituições provocam drásticas consequência culturais, sociais e comportamentais, perdendo-se desta forma a autoridade de figuras parentais que sempre orientaram moralmente as ações da sociedade, como o professor, o político, o padre, etc. Tal fato promove uma crise civilizatória aonde o princípio do prazer se evidencia e se sobrepõe ao princípio do dever. Outro fator influente é a própria violência gerada pelo capitalismo exacerbado, fator que influência o papel da escola, tirando-a do seu papel epistemológico e dialético e fazendo dela uma simples formadora de recursos para o mercado de trabalho, um seja uma “semiformação”. “Auschwitz não representa apenas (!) o genocídio num campo de extermínio, mas simboliza a tragédia da formação na sociedade capitalista. A “semiformação” obscurece, mas ao mesmo tempo convence” (ADORNO, 2010, p.22).

Ora, quando o ser humano é transformado em recurso, perde-se a dignidade humana e o reconhecimento de si mesmo como um ser humano, anestesiando-se para a solidariedade e oportunizando a diversas formas de violência.
De acordo com informações fornecidas pela Prova Brasil 2013, 1 em cada 6 diretores de escolas públicas alegam terem visto alunos portado armas no ambiente escolar. Ainda, segundo relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), os estudantes brasileiros lideram o ranking de indisciplina em sala de aula. É evidente o aumento da violência de forma geral, como também a sua banalização por parte de seus atores. Logo, a inter-relação entre a violência social e violência escolar cria um intercâmbio de atos violentos, sendo a escola influenciada e também sendo a própria influência, resultando em um processo cíclico de desajuste: “A criança desajustada, por contraste, tem necessidade de um ambiente cuja tônica seja o cuidado, e não o ensino; este é um assunto secundário que pode assumir às vezes um caráter especializado, tendo mais a natureza de um remédio que de uma instrução escolar” (WINNICOTT, 1993, p.213).

Desta forma, a educação é aquela que permite promover um aprofundamento da consciência social, ética e moral por parte dos discentes, docentes e comunidade, tendo a escola não como um meio de educação formal, mas principalmente como uma instituição social e política cujo papel é desenvolver as potencialidades do indivíduo, propondo a inserção de novas temáticas no conteúdo pedagógico de cada escola, promovendo re- humanização e solidariedade por meio de uma educação humanitária e ontológica, onde o Ser seja novamente o primordial.

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Mais sobre o autor do artigo: Benjamim Horta é filósofo e pedagogo, especializado em Filosofia e Direitos Humanos, e estudante contínuo de psicanálise, uma de suas maiores paixões. É Diretor da Abrace – Programas Preventivos.

nov 25 Em entrevista, Benjamim Horta – Diretor da Abrace, fala sobre direitos humanos e como educar para a paz.

Em entrevista hoje na Rádio Inconfidência em Belo Horizonte, Benjamim Horta, Diretor da Abrace Programas Preventivos fala sobre Direitos Humanos e aborda o tema de sua palestra no SINEP “Educação e Direitos Humanos – Como promover a solidariedade e educar para a paz!”

Ouça na íntegra a entrevista:
http://bit.ly/entrevista-benjamim-horta-radio-inconfidência

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nov 17 Curitiba sedia debate sobre geração de emprego e renda em época de crise

A Escola de Inovação Pública (EIP) realiza, no dia 23 de novembro, no Teatro Sesc da Esquina, a primeira edição do Curitiba em Debate, iniciativa que pretende discutir os problemas que afligem a população da capital, bem como as propostas para resolvê-los ou amenizá-los. Com o tema “Como inovar para gerar emprego e renda em época de crise”, esse primeiro encontro tem apoio do Sistema Fecomércio Sesc Senac PR e da Universidade Tuiuti do Paraná.

O debate terá início às 19h e duração aproximada de duas horas. A mesa de discussão reunirá membros do poder legislativo e executivo municipal e estadual, além de representantes do setor produtivo.

Ao todo, o projeto prevê a realização de dez encontros que terão como objetivo levar o debate político para junto dos cidadãos como forma de prepará-los para as próximas eleições municipais.

A Escola

A EIP é uma empresa de capacitação profissional para gestores públicos que tem como objetivo melhorar a prática da gestão pública através de ideias que possam fazer a diferença.

 

Serviço:

Curitiba em Debate: Como inovar para gerar emprego e renda em época de crise

Local: Teatro Sesc da Esquina (Rua Visconde do Rio Branco, 969, Centro – Curitiba/PR)

Horário: das 19h às 21h

Inscrições gratuitas pelo site www.inovacaopublica.com.br

Informações: (41) 9929-4386marco@inovacaopublica.com.br

nov 16 Participe do projeto “Escola Sem Bullying®” da Abrace Programas Preventivos.

Nunca se falou tanto a respeito de bullying no Brasil, e no entanto, este fenômeno nunca esteve tão presente nas instituições de ensino. Segundo uma pesquisa do IBGE de 2012, o bullying envolve quase 30% dos estudantes brasileiros, sendo que a grande maioria desse total, cerca de 20% é formada por agressores, ou seja, um em cada cinco alunos pratica bullying contra colegas no Brasil. Pesquisas realizadas pela Abrace no ano de 2015 apresentaram um número alarmante; aproximadamente 43% dos alunos de instituições de ensino particular estavam envolvidos em casos de bullying.

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A Abrace Programas Preventivos® nasceu do desejo de transformar esta realidade no Brasil. Composta por uma equipe de especialistas, desenvolveu o projeto Escola Sem Bullying®, onde apresenta uma engenharia de transformação, visando não só a aplicação de um projeto, mas a instauração de uma cultura de paz, ampliando a consciência ética e moral dos alunos, reduzindo os índices de bullying nas instituições e auxiliando educadores na intervenção e solução de casos de bullying que venham a ocorrer. O projeto Escola Sem Bullying é um projeto de ação interdisciplinar que busca de forma didática, informar e conscientizar o aluno a respeito do bullying e suas consequências e tornar a prática do bullying intolerável em sua escola local, assim como despertar no aluno a sensação de cuidado, segurança e aceitação, tornando-o consciente do seu lugar e papel no ambiente escolar, compreendendo suas dificuldades sociais e investindo individualmente em cada um.

Atualmente a Abrace tem atendido diversas escolas no Brasil e planeja implementar o projeto em escolas do Reino Unido até 2017. “Toda ação preventiva requer primeiramente uma metodologia eficaz, e uma dedicação sistemática ao assunto, sensibilizando e despertando a sociedade para a seriedade do problema e suas consequências. Por este motivo, propomos um método profundo e de detalhamento minucioso com engajamento a médio e longo prazo com alunos, educadores e comunidade, fornecendo subsídios teórico-metodológicos, e todo o acompanhamento e estrutura necessários em cada estágio do projeto.” Benjamim Horta – Diretor da Abrace. Caso queira conhecer melhor o projeto ou deseja aplicá-lo em sua escola, acesse www.abraceprogramaspreventivos.com.br ou ligue para (41) 3319 – 1390 / (41) 99237-7888

Fonte: SINEP – MG